segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Isolamento e Solidão


O isolamento social refere-se a ausência de integração social de grupos ou indivíduos, provocada pelo afastamento em relação a restante comunidade, por dificuldades de relação e pela utilização de normas e valores diferentes dos que são utilizados na sociedade a qual pertencem.
A solidão é uma sensação subjetiva de vazio existencial, que esta relacionada com a compreensão individual de cada pessoa, em relação a ausência de redes sociais e pessoas livres com quem compartilhar atividades e praticas que lhes possam proporcionar uma oportunidade de participar na vida social e de desenvolver relações afetivas.
O isolamento e a solidão na velhice encontram‑se geralmente associadas ao declínio das competências biológicas e emocionais próprias desta fase etária, que vão prejudicar a sua capacidade em estabelecer relações interpessoais, a patologias como depressão, ansiedade patológica, demências, artroses, problemas de coluna, entre outros, e a fatores sociais e demográficos, como a saída dos filhos da casa dos pais, a diminuição do rendimento disponível com a aposentação, a perda de contactos sociais, o estado conjugal, o género, a redução da rede social pela perda de amigos e pessoas próximas, a exclusão social pela pobreza e a imagem preconceituosa que se mantem na nossa sociedade em relação as pessoas idosas.
As características psicológicas e de personalidade também podem influenciar a autoestima da pessoa, a sua maneira de pensar, comunicar, proceder, interpretar a vida e relacionar-se com os outros. Em geral, os idosos que vivem sós possuem uma visão negativa deles próprios, assim como da sociedade. São reservados e pouco comunicativos, interagem pouco com as outras pessoas, tem dificuldade em desenvolver relações intimas, isolam-se e tem tendência a viver na solidão.
Nesse âmbito, estudos de Steptoe, Shankar, Demakakos e Wardle (2012) defendem que os indivíduos isolados e solitários tendem a ter casamentos tardios, educação limitada, menor riqueza e a estarem mais sujeitos a doenças de coração, a doenças pulmonares cronicas, artrite, mobilidade reduzida e depressão.
Deste modo, será necessário que as famílias proporcionem um melhor auxilio a população idosa, como instituição que melhor conhece as necessidades dos seus membros, devendo prestar-lhe um apoio afetivo e instrumental, indispensável ao seu equilíbrio biopsicossocial e à sua ressocialização.

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