O isolamento social refere-se a ausência de integração
social de grupos ou indivíduos, provocada pelo afastamento em relação a restante
comunidade, por dificuldades de relação e pela utilização de normas e valores
diferentes dos que são utilizados na sociedade a qual pertencem.
A solidão é uma sensação subjetiva de vazio existencial,
que esta relacionada com a compreensão individual de cada pessoa, em relação a ausência
de redes sociais e pessoas livres com quem compartilhar atividades e praticas
que lhes possam proporcionar uma oportunidade de participar na vida social e de
desenvolver relações afetivas.
O isolamento e a solidão na velhice encontram‑se geralmente
associadas ao declínio das competências biológicas e emocionais próprias desta
fase etária, que vão prejudicar a sua capacidade em estabelecer relações
interpessoais, a patologias como depressão, ansiedade patológica, demências,
artroses, problemas de coluna, entre outros, e a fatores sociais e demográficos,
como a saída dos filhos da casa dos pais, a diminuição do rendimento disponível
com a aposentação, a perda de contactos sociais, o estado conjugal, o género, a
redução da rede social pela perda de amigos e pessoas próximas, a exclusão social
pela pobreza e a imagem preconceituosa que se mantem na nossa sociedade em relação
as pessoas idosas.
As características psicológicas e de personalidade também podem
influenciar a autoestima da pessoa, a sua maneira de pensar, comunicar,
proceder, interpretar a vida e relacionar-se com os outros. Em geral, os idosos
que vivem sós possuem uma visão negativa deles próprios, assim como da
sociedade. São reservados e pouco comunicativos, interagem pouco com as outras
pessoas, tem dificuldade em desenvolver relações intimas, isolam-se e tem
tendência a viver na solidão.
Nesse âmbito, estudos de Steptoe, Shankar, Demakakos e Wardle
(2012) defendem que os indivíduos isolados e solitários tendem a ter casamentos
tardios, educação limitada, menor riqueza e a estarem mais sujeitos a doenças
de coração, a doenças pulmonares cronicas, artrite, mobilidade reduzida e depressão.
Deste modo, será necessário que as famílias proporcionem um
melhor auxilio a população idosa, como instituição que melhor conhece as necessidades
dos seus membros, devendo prestar-lhe um apoio afetivo e instrumental,
indispensável ao seu equilíbrio biopsicossocial e à sua ressocialização.
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