Envelhecer e uma palavra amplamente divulgada pelos meios de
comunicação social dos nossos tempos, pelo envelhecimento da população mundial,
provocado pelo crescimento da percentagem de idosos em relação as outras
classes etárias. Esse aumento deve-se a redução da natalidade e a diminuição da
percentagem de população jovem e em idade ativa, em relação ao aumento da
Esperança media de vida, que se pode definir como o numero medio de anos que
uma população tem a possibilidade de viver apos o nascimento.
De acordo com um estudo realizado pela World Health
Organization, em 2011, o numero de pessoas com 65 anos (idade a partir da
qual uma pessoa e considerada idosa para esta organização) ou mais, vai superar
o numero de crianças com menos de 5 anos de idade, devido a diminuição das
taxas de fertilidade e ao aumento notável da expectativa de vida, fazendo com
que o envelhecimento da população mundial continue a aumentar. Esta previsto
por esta organização que a percentagem de pessoas com 65 anos cresça de 524 milhões,
em 2010, para quase 1,5 biliões, em 2050, com a maior parte do aumento a
ocorrer nos países em desenvolvimento. Em Portugal, segundo dados do I.N.E.
(2010), a evolução da população tem vindo a manifestar um continuo
envelhecimento demográfico, como resultado das tendências de crescimento da
longevidade e de declínio da fecundidade. A esperança media de vida a nascença
aumentou 2,44 anos para ambos os sexos, entre os triénios 1999‑2001 e 2007‑2009,
sendo esse acréscimo de 2,77 anos, no caso dos homens, e 2,11 anos no caso das
mulheres, pelo que se estima para o triénio 2007‑2009 uma esperança media de
vida a nascença de 75,8 anos para homens e 81,8 para mulheres. O envelhecimento
demográfico a que se assiste na atualidade pode ser explicado pela evolução das
diversas áreas do conhecimento apos o seculo XIX, com a revolução industrial,
que levou a diminuição da natalidade e ao decréscimo da mortalidade infantil e
das outras fases da vida em geral. A historia da humanidade nas sociedades
pré-modernas foi marcada, desde sempre, por períodos de crescimento
populacional relativamente lentos. A uma taxa de natalidade elevada
correspondia uma de mortalidade quase de igual proporção. As guerras, os
desastres naturais, a fome, as doenças infeciosas e o analfabetismo contribuíam
para a manutenção do equilíbrio demográfico da população mundial, com uma
população essencialmente jovem e uma percentagem reduzida de idosos.
As taxas de
fertilidade eram de, aproximadamente, trinta a cinquenta nascimentos por mil
habitantes e a longevidade das suas populações era variável, geralmente, entre
os vinte e os quarenta anos. A evolução tecnológica, resultante da
industrialização do mundo, possibilitou uma melhoria da qualidade de vida das
populações, levando ao desenvolvimento de métodos anticoncecionais, ao
planeamento familiar do numero de filhos e a progressos na área da química, das
ciências em geral, da alimentação, das condições habitacionais de higiene e
saneamento básico, da tecnologia e da medicina, com a descoberta de
antibióticos e vacinas, que proporcionaram a cura de diversas doenças
infeciosas, permitindo ás pessoas viverem saudáveis durante mais tempo.
O envelhecimento da
população traz diversas consequências ao nível da saúde, economia e politica,
como a diminuição da população ativa e da capacidade para a inovação, o aumento
do conservadorismo politico, o crescimento dos encargos com a segurança social
e a saúde. Nessa perspetiva, vamos procurar neste blog refletir sobre
diversos assuntos relacionados com esta
problemática, no sentido de podermos melhorar as
condições de vida do idoso e os conhecimentos existentes sobre esta fase da
vida
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