domingo, 17 de agosto de 2014

Envelhecer, um processo natural da vida

 
Envelhecer constitui um processo natural da vida e acontece gradualmente ao longo do tempo. As alterações associadas a idade manifestam-se de maneira diferente em cada individuo, em idades mais jovens ou mais avançadas. Enquanto algumas pessoas envelhecem quase sem perdas de competências, outros sofrem de enfermidades e incapacidades ou estão dependentes de terceiros para quase todas as atividades vitais.
O envelhecimento não se restringe a uma transformações exclusivamente biológica, pois as condições socioeconómicas, a vida pessoal, as habilitações escolares e a atividade profissional exercida poderão contribuir para atrasar ou adiantar a sua ação nesse sentido, pelo que podemos considerar dois tipos de envelhecimento: o normal e o patológico.
O considerado normal não e uma doença, mas uma sucessão de alterações biológicas que acontecem sem estarem associadas a uma patologia. Embora possam existir alterações no organismo das pessoas, estas continuam a ser competentes a nível físico e mental, sendo capazes de viver de maneira autónoma e com boa qualidade de vida. No entanto, estas modificações contribuem para a vulnerabilidade dos idosos a determinadas enfermidades, como a doença de Alzheimer, cuja frequência duplica a cada cinco anos apos os sessenta e cinco. A mesma relação pode ser estabelecida
para a maioria dos tipos de cancro, doenças cardíacas ou renais, diabetes, entre outras (Kaeberlein, 2013).
O envelhecimento patológico refere-se às mudanças provocadas pelas doenças associadas a um determinado grupo etário e que são independentes das transformações consideradas normais. Estão relacionadas com o declínio característico das funções provocadas pelo processo de senescência normal, podendo contribuir para a diminuição da capacidade funcional e causar um aumento da necessidade de cuidados de saúde e de apoio de outras pessoas para a realização das atividades diárias.

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