sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A doença mental cronica

A doença mental cronica pode ser entendida como uma patologia persistente por um espaço de tempo geralmente superior a seis meses, que não melhora num reduzido período de tempo. Estas enfermidades, apesar de não colocarem em perigo a
vida do doente num curto espaço de tempo e de não constituírem uma situação de emergência medica, por serem geralmente de evolução lenta e progressiva, vão prevalecer ao longo da existência da pessoa e contribuir para a formação de incapacidades diversas e para a perda de competências a nível psíquico, anatómico e bioquímico, sendo estas alterações consideradas irreversíveis e exequível apenas o seu tratamento e prevenção.
Face ao exposto, múltiplos determinantes ambientais poderão estar na sua origem, sendo a melhor forma de prevenir a existência destas doenças o seu diagnostico precoce, através do incremento de programas de educação e de politicas que tenham como finalidade o apoio ao idoso, no sentido destes aprenderem a fazer o seu próprio tratamento e prevenção (por exemplo, ações de formação sobre doenças cronicas, entrega de folhetos informativos sobre os tratamentos e os cuidados a serem realizados e as ajudas técnicas existentes). A pratica de atividades físicas regulares, adequadas ao seu estado físico, também poderão contribuir para a melhoria do bem-estar da pessoa na sua totalidade.
A existência destas enfermidades encontra-se geralmente associada a fatores psicossociais e biológicos, a fracas condições materiais (problemas financeiros), a más condições habitacionais e a desigualdades sociais. Todos estes fatores podem ter efeitos adversos sobre o prestigio subjetivo, orgulho e status social, afetando sentimentos de controlo, autoestima e qualidade dos contactos sociais, o que pode comprometer a sua saúde física e mental (Groffen, et. al., 2011).

Neste contexto, uma autoestima elevada e um maior apoio a população idosa poderão contribuir para uma diminuição da incidência destas patologias e para um envelhecimento mais autónomo e feliz, constituindo um estimulo a manutenção de hábitos saudáveis, da capacidade funcional e do seu próprio autocuidado. Através de um maior controle do stress e da ansiedade, existira a possibilidade de continuar a exercer a sua cidadania ativa na sociedade onde esta inserido, tendo uma melhor qualidade de vida.

1 comentário:

  1. Muito interessante, de facto! Cada vez mais a doença mental está a tornar-se um flagelo na sociedade Ocidental, pelo que a intervenção precoce na sua prevenção, ao nível dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), é uma prioridade!
    Gostei muito da sua abordagem.
    Beijinhos.

    Paula Pedro

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