O conceito de envelhecimento ativo, segundo a World Health Organization (2002), refere-se a um conjunto de politicas desenvolvidas por este organismo, que pretende
otimizar as oportunidades de acesso a saúde,
a participação na sociedade de acordo
com as necessidades, desejos e capacidades individuais, e a segurança e cuidados quando e precisa assistência.
Esta noção tem a
finalidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas e aplica-se tanto a indivíduos isolados como a grupos,
permitindo as
pessoas acreditarem no seu
potencial físico, mental e social. A
palavra “ativo” refere-se a participação continua na vida comunitária, económica, cultural, espiritual e assuntos cívicos,
não apenas com a capacidade de ser fisicamente ativo, mas também
de continuar a exercer uma atividade profissional.
As pessoas mais velhas aposentadas e os que se encontram doentes ou possuem alguma deficiência podem permanecer ativos para as suas famílias,
comunidades e colegas, dando o seu contributo a sociedade.
Neste contexto, a manutenção da atividade pode contribuir
para aumentar a expectativa de uma vida saudável e com condições para todas as
pessoas a medida que envelhecem, incluindo aqueles que se encontram em situação
de fragilidade, deficientes ou a necessitar de cuidados, estimulando a
solidariedade e a entreajuda entre gerações diferentes.
Para Ballesteros, Robine, Walker e Kalache (2012), os
fatores genéticos são responsáveis em cerca de 25% pelo envelhecimento do
organismo e os de origem ambiental por 75%, nesse sentido, a ausência de hábitos
prejudiciais a saúde, como a falta de exercício físico, o tabagismo ou a
obesidade, estaria associada a um atraso da deficiência que excederia significativamente
o adiamento da mortalidade de seis a nove anos.
Nessa perspetiva, a melhor forma de se conseguir ter uma velhice
saudável e estando ativo. A manutenção de exercícios físicos contribui para a
melhoria das articulações, da circulação sanguínea e das vias respiratórias.
Devemos também referir a alimentação equilibrada, a prevenção do uso de drogas,
o repouso e o acompanhamento medico adequado como fatores determinantes para
uma melhor qualidade de vida.
O bem-estar psíquico abrange o funcionamento
adequado das competências cognitivas, como a memoria e as capacidades
intelectuais, e a prevenção do seu decréscimo leva a uma autoestima positiva.
A atividade pode contribuir para prevenir ou retardar as doenças
cronicas da população idosa, permitindo uma diminuição dos encargos das famílias,
dos serviços de saúde e da segurança social.
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