A doença mental cronica pode ser
entendida como uma patologia persistente por um espaço de tempo geralmente superior
a seis meses, que não melhora num reduzido período de tempo. Estas
enfermidades, apesar de não colocarem em perigo a
vida do doente num curto espaço de
tempo e de não constituírem uma situação de emergência medica, por serem
geralmente de evolução lenta e progressiva, vão prevalecer ao longo da existência
da pessoa e contribuir para a formação de incapacidades diversas e para a perda
de competências a nível psíquico, anatómico e bioquímico, sendo estas alterações
consideradas irreversíveis e exequível apenas o seu tratamento e prevenção.
Face ao exposto, múltiplos determinantes ambientais poderão
estar na sua origem, sendo a melhor forma de prevenir a existência destas doenças
o seu diagnostico precoce, através do incremento de programas de educação e de
politicas que tenham como finalidade o apoio ao idoso, no sentido destes
aprenderem a fazer o seu próprio tratamento e prevenção (por exemplo, ações de formação
sobre doenças cronicas, entrega de folhetos informativos sobre os tratamentos e
os cuidados a serem realizados e as ajudas técnicas existentes). A pratica de
atividades físicas regulares, adequadas ao seu estado físico, também poderão
contribuir para a melhoria do bem-estar da pessoa na sua totalidade.
A existência destas enfermidades encontra-se geralmente associada
a fatores psicossociais e biológicos, a fracas condições materiais (problemas
financeiros), a más condições habitacionais e a desigualdades sociais. Todos
estes fatores podem ter efeitos adversos sobre o prestigio subjetivo, orgulho e
status social, afetando sentimentos de controlo, autoestima e qualidade dos
contactos sociais, o que pode comprometer a sua saúde física e mental (Groffen,
et. al., 2011).
Neste contexto, uma autoestima elevada e um maior apoio a população
idosa poderão contribuir para uma diminuição da incidência destas patologias e
para um envelhecimento mais autónomo e feliz, constituindo um estimulo a manutenção
de hábitos saudáveis, da capacidade funcional e do seu próprio autocuidado. Através
de um maior controle do stress e da ansiedade, existira a possibilidade de
continuar a exercer a sua cidadania ativa na sociedade onde esta inserido,
tendo uma melhor qualidade de vida.
Muito interessante, de facto! Cada vez mais a doença mental está a tornar-se um flagelo na sociedade Ocidental, pelo que a intervenção precoce na sua prevenção, ao nível dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), é uma prioridade!
ResponderEliminarGostei muito da sua abordagem.
Beijinhos.
Paula Pedro