A atividade física pode-se designar
como toda e qualquer ação corporal desenvolvida pelo movimento dos músculos esqueléticos,
que tenha um dispêndio de energia maior do que quando o corpo se encontra em
repouso.
A velhice e caracterizada por alterações progressivas que
tem inicio mesmo antes da nascença, que se vão desenvolvendo ao longo da existência
e que se acentuam mais na fase final da vida, atingindo a estrutura física,
mental e social dos indivíduos. As competências psíquicas das pessoas também vão
sofrendo transformações com a passagem dos anos, que se caracterizam,
geralmente, por uma maior dificuldade em se adaptar a alterações rápidas,
morosidade no desempenho de atividades intelectuais, redução da autoestima, diminuição
das funções cognitivas (maior dificuldade na aquisição, organização e aplicação
da informação, com diminuição da memoria de trabalho), e uma maior
suscetibilidade a doenças, como depressão major, demências, esquizofrenia,
ansiedade patológica, hipocondria, entre outras.
Segundo recomendações da World Health Organization (2010) a pratica de atividades físicas ou de lazer a partir
dos 65 anos, como caminhar, andar de bicicleta, trabalho (se a pessoa ainda o puder
realizar), tarefas de casa, brincadeiras, desporto ou exercícios planeados, no
contexto das atividades diárias, da família e da comunidade, pode permitir
melhorar a capacidade funcional do idoso, a atividade cardiorrespiratória e
muscular, e diminuir o risco da incidência de doenças não transmissíveis, depressão,
diabetes, declínio cognitivo, acidente vascular cerebral, cancro do colon e da mama,
entre outras.
Nessa perspetiva, a atividade pode ser de extrema importância
para o idoso por ter efeitos positivos sobre o bem-estar psicológico, por criar
condições propicias a uma maior oxigenação das células nervosas do cérebro (com
efeitos positivos sobre a capacidade cognitiva), possibilitar o desenvolvimento
de condições propicias ao relaxamento psíquico, ao diminuir o stress, a
ansiedade e o desânimo, estimular a sensação de bem-estar, e por melhorar a autonomia
e a auto imagem do idoso (possibilitando o aumento ou a manutenção das suas competências
físicas, mentais e sociais).
A ocupação dos tempos livres com exercícios facilita também
o desenvolvimento das relações interpessoais, permitindo uma melhor integração
do idoso na vida em sociedade e constituindo uma alternativa ao isolamento, a exclusão
social, a solidão, a inatividade e ao envelhecimento patológico, provocado por doenças
e comportamentos de risco para a saúde, como o consumo de álcool e tabaco.
Desta forma, previnem-se as doenças cronicas e é possível constituir um projeto
de realização pessoal alternativo as múltiplas perdas de natureza psicossocial
(do emprego, da saúde, do lar ao ser institucionalizado, do cônjuge, de amigos,
da autoestima, entre outras), sendo proporcionada a pessoa a possibilidade de
fazer novos amigos e aumentar a sua rede de suporte informal.
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